Este é o terceiro curso em EAD que realizo, porém enfrentei um impasse para decidir fazer o primeiro.
“Perguntava-me:-” Como debater, escutar, ponderar, socializar experiências e dialogar sem estar próxima do professor e colegas?”
Questionava a qualidade do estudo bem como a da construção coletiva do conhecimento sem estar em grupo; no lado a lado e interação com os colegas e professor.
Ainda acredito que a proximidade seja fundamental quando pretendemos e nos lançamos na tarefa de aprender junto.
O confronto de ideias e as divergências provocadas no calor das discussões promovem novos modos de pensar.
Porém, após duas experiências passei a considerar a EAD como mais uma possibilidade de estudo.
Constatei que é possível aprender junto e a distância, pois o que vincula o estudo coletivo são o propósito e posicionamento individuais diante de uma mesma tarefa.
A relação “ensinar e aprender” que se estabelece entre professor e aluno é possível desde que acha o compromisso mútuo, recíproco e consciente da tarefa a ser construída.
A composição de aulas presenciais com aulas à distância parece que vem em um movimento constante, abrindo caminhos para aprimorar a universalização do ensino, além de mostrar o compromisso dos gestores para alcançar de forma consistente a qualidade na educação que se pretende.
Para mim a maior questão que envolve a EAD, mas também qualquer outra forma de estudo é o rigor e a disciplina.
Querer estudar requer uma boa dose de coragem para enfrentar as dificuldades que o “não saber” provoca e quando se trata do uso de tecnologia para “imigrantes digitais” o “não saber” é potencializado.
Buscar conhecer a tecnologia é fundamental, porém só é possível aprender dedicando tempo para “xeretar” nos recursos e conhecer sua dimensão e a extensão das possibilidades que oferece.
A educação à distância convoca para a autonomia na administração do tempo, aspecto estruturante para que o desafio a ser enfrentado tenha êxito e avance para a prática, portanto estabelecer dia(s) e horário(s) para ler, estudar e escrever é fundamental para o aprofundamento e advir da reflexão crítica e autoral.
Silvéria em 28 de abril de 2013
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