Professores e profissionais da
educação comprometidos com sua prática educacional e consciente da
responsabilidade de ensinar reconhecem a importância do jogo no processo de
desenvolvimento e aprendizagem dos alunos.
O jogo não se constitui
simplesmente em “passatempo”, mas corresponde a contextos em que são colocadas
situações que precisam ser resolvidas considerando regras e procedimentos estabelecidos
previamente e de forma partilhada.
No jogo a criança está na relação
com o outro e é na interação que nasce a possibilidade da ação participativa,
ativa e autoral.
O jogo instiga a curiosidade,
desperta a atenção, provoca a memória favorecendo o desenvolvimento e
aprendizagem por meio do uso de recursos cognitivos.
O jogo estimula o aluno a
observar, conhecer, perceber diferenças e semelhanças, as coisas do ambiente em
que vive e, sobretudo levantar hipóteses e estabelecer relações entre
conhecimentos construídos e novas informações.
Jogar é essencial, pois
oportuniza ao aluno brincar por meio da exploração da criatividade para
resolver problemas, utilizando suas potencialidades de maneira integral.
Jogo Lince
Este jogo é composto por um tabuleiro com imagens variadas,
cartelas correspondentes as imagens do tabuleiro e pinos ou contas de
diferentes cores.
É organizado com regras e procedimentos simples, porém
requer de seus participantes atenção, memória, agilidade e tolerância ao
desafio.Para jogar cada participante recebe as cartelas com as
mesmas imagens que estão no tabuleiro. Depois do sinal devem tentar
localizá-las rapidamente e marcá-las com seus pinos ou contas coloridas. Quem
colocar primeiro suas fichas será o vencedor.
Jogo Lince

Acreditando que este recurso poderá ser adotado na sala de
aula ou então na SRM algumas modificações poderão ser realizadas buscando
atender as dificuldades, potencialidades e interesses dos alunos.
Não se trata de um jogo específico para “este ou aquele”
aluno o que possibilita que todos, indistintamente tenham acesso à proposta
inclusive o aluno com deficiência intelectual. O jogo não requer adaptações “inviáveis,
complicadas ou especializadas” o que poderia dificultar a sua adoção na sala de
aula. A abordagem, mediação e leitura do processo do aluno, isso sim fará toda
a diferença para o conhecimento e compreensão de como os mecanismos de
aprendizagem operam e estão a serviço da ampliação e construção de novos
conhecimentos e portanto da aprendizagem.
Algumas ideias...
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| Uma história como tema para o jogo. |
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Tabuleiro de Lince em tamanho grande
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Considerando que o aluno com deficiência intelectual requer intervenções pontuais e específicas, é determinante que no percurso a mediação do professor seja constante e instigue o aluno a pensar sobre o que e como fazer, frente a proposta colocada pelo professor. Assim, não basta apresentar um jogo.
Primeiramente o professor deverá selecionar o jogo que atenda aos interesses do aluno, considere suas experiências e seja significativa e desta forma potencializar os mecanismos indispensáveis para a construção de novos conhecimentos e que estes possam ser transferidos para outros contextos.
Os temas, disposição, tamanho das imagens poderão ser os mais variados para atender aos interesses, preferências e conhecimentos já construídos.
Os tabuleiros poderão ser confeccionados em conjunto com os alunos e ser de vários tamanhos e composição, como por exemplo: fotos dos amigos da sala; familiares; lugares já conhecidos (escola, comunidade e família); objetos; animais; alimentos; palavras, entre outros.
A intervenção do professor do AEE deverá ser permeada por proposições e indagações que levem o aluno a pensar sobre o que está fazendo e progressivamente agir por meio das suas próprias percepções.
Após a apresentação do jogo (procedimentos, objetivos e demais informações) o professor poderá fazer questionamentos que levem o aluno a: recuperar as informações; organizá-las no contexto; contar sobre o que aconteceu; contar sobre o que foi mais difícil e mais fácil de realizar; criar novos modos de jogar. Enfim, também são as indagações que poderão mobilizar os mecanismos de aprendizagem (memória, atenção, transferência de aprendizagem, cognição e metacognição) para colaborar com o aluno na apropriação do conhecimento.