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8 de dezembro de 2013

Audiodescrição

"A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica."
"A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade."(www.audiodescrição.com.br)
Audiodescrição do Carnaval no Rio de Janeiro - 2011

A acessibilidade permite que as pessoas com deficiência participem e compartilhem das várias manifestações culturais, neste caso, do Carnaval.
Na escola, a audiodescrição de um desfile de escola de samba, poderá abrir espaço para o debate e análise sobre a construção histórica do Carnaval e suas diferentes manifestações e representações regionais.

19 de outubro de 2013

Jogo: possibilidade de aprendizagem.


Professores e profissionais da educação comprometidos com sua prática educacional e consciente da responsabilidade de ensinar reconhecem a importância do jogo no processo de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos.
O jogo não se constitui simplesmente em “passatempo”, mas corresponde a contextos em que são colocadas situações que precisam ser resolvidas considerando regras e procedimentos estabelecidos previamente e de forma partilhada.
No jogo a criança está na relação com o outro e é na interação que nasce a possibilidade da ação participativa, ativa e autoral.
O jogo instiga a curiosidade, desperta a atenção, provoca a memória favorecendo o desenvolvimento e aprendizagem por meio do uso de recursos cognitivos.
O jogo estimula o aluno a observar, conhecer, perceber diferenças e semelhanças, as coisas do ambiente em que vive e, sobretudo levantar hipóteses e estabelecer relações entre conhecimentos construídos e novas informações.   
Jogar é essencial, pois oportuniza ao aluno brincar por meio da exploração da criatividade para resolver problemas, utilizando suas potencialidades de maneira integral.
Jogo Lince
Este jogo é composto por um tabuleiro com imagens variadas, cartelas correspondentes as imagens do tabuleiro e pinos ou contas de diferentes cores.
É organizado com regras e procedimentos simples, porém requer de seus participantes atenção, memória, agilidade e tolerância ao desafio.Para jogar cada participante recebe as cartelas com as mesmas imagens que estão no tabuleiro. Depois do sinal devem tentar localizá-las rapidamente e marcá-las com seus pinos ou contas coloridas. Quem colocar primeiro suas fichas será o vencedor.
Jogo Lince
Acreditando que este recurso poderá ser adotado na sala de aula ou então na SRM algumas modificações poderão ser realizadas buscando atender as dificuldades, potencialidades e interesses dos alunos.
Não se trata de um jogo específico para “este ou aquele” aluno o que possibilita que todos, indistintamente tenham acesso à proposta inclusive o aluno com deficiência intelectual. O jogo não requer adaptações “inviáveis, complicadas ou especializadas” o que poderia dificultar a sua adoção na sala de aula. A abordagem, mediação e leitura do processo do aluno, isso sim fará toda a diferença para o conhecimento e compreensão de como os mecanismos de aprendizagem operam e estão a serviço da ampliação e construção de novos conhecimentos e portanto da aprendizagem. 


 Algumas ideias...
Uma história como tema para o jogo.

Tabuleiro de Lince em tamanho grande



Considerando que o aluno com deficiência intelectual requer intervenções pontuais e específicas, é determinante que no percurso a mediação do professor seja constante e instigue o aluno a pensar sobre o que e como fazer, frente a proposta colocada pelo professor.  Assim, não basta apresentar um jogo.
Primeiramente o professor deverá selecionar o jogo que atenda aos interesses do aluno, considere suas experiências e seja significativa e desta forma potencializar os mecanismos indispensáveis para a construção de novos conhecimentos e que estes possam ser transferidos para outros contextos.
Os temas, disposição, tamanho das imagens poderão ser os mais variados para atender aos interesses, preferências e conhecimentos já construídos.
Os tabuleiros poderão ser confeccionados em conjunto com os alunos e ser de vários tamanhos e composição, como por exemplo: fotos dos amigos da sala; familiares; lugares já conhecidos (escola, comunidade e família); objetos; animais; alimentos; palavras, entre outros.
A intervenção do professor do AEE deverá ser permeada por proposições e indagações que levem o aluno a pensar sobre o que está fazendo e progressivamente agir por meio das suas próprias percepções.
Após a apresentação do jogo (procedimentos, objetivos e demais informações) o professor poderá fazer questionamentos que levem o aluno a: recuperar as informações; organizá-las no contexto; contar sobre o que aconteceu; contar sobre o que foi mais difícil e mais fácil de realizar; criar novos modos de jogar. Enfim, também são as indagações que poderão mobilizar os mecanismos de aprendizagem (memória, atenção, transferência de aprendizagem, cognição e metacognição) para colaborar com o aluno na apropriação do conhecimento.

9 de setembro de 2013

Tecnologia Assitiva - Acionadores


A criança com deficiência física que apresenta dificuldades acentuadas de movimento  requer recursos de tecnologia assistiva que podem colaborar para a potencialização dos  movimentos preservados direcionando-os para atingir determinado objetivo e potencializando a intenção para o fazer.

Assim, os acionadores assumem papel importante e significativo para a diminuição das barreiras e para o processo de aprendizagem dos alunos com deficiência física, pois apóia o fazer e, sobretudo a conclusão do fazer que fora planejado (intenção).
Acoplar acionadores a brinquedos adaptados e que podem ser movimentados com um  leve toque, coloca a criança em contato com as suas possibilidades além de favorecer experiências de sucesso.
Existem acionadores de alto e baixo custo. Manufaturados ou confeccionados que podem ser adotados. Entretanto para que o recurso atenda de fato as necessidades particulares e interesses da criança é fundamental que ocorra avaliação do movimento, postura e posteriormente ela seja ensinada a usar o recurso.

Acionador de Pressão Micro Light - Acionador pequeno e extremamente sensível ao toque.  

Acionador de Pressão - Uma pequena pressão sobre a tampa do acionador

                                                   proporciona o acionamento de diversas aplicações. 



Acionador de Tração - Acionador que funciona através de um cadarço que é puxado para produzir o contato elétrico. A pessoa pode tê-lo amarrado ao dedo, pé, punho ou onde for indicado. Com uma pequena força (menos de 30 gramas) é possível ligar / desligar o que estiver conectado a ele. É fixado com Velcro autoadesivo que acompanha o produto, podendo ser colocado sobre a mesa, cadeira, suporte entre outros.

3 de agosto de 2013

AEE e seus desdobramentos

O professor do AEE desenvolve trabalho especializado de caráter complementar colaborando para a diminuição das barreiras para a aprendizagem.
Deve realizar articulação com a equipe escolar, com o professor da classe de ensino comum de maneira coerente e articulada a proposta pedagógica da escola expressa no PPP.
Além da articulação intra escola a qual deve considerar todos os profissionais envolvidos o professor do AEE deve buscar o diálogo inter segmentos a fim de agregar elementos que poderão compor a intervenção pedagógica especializada nos focos do aluno, professor, escola e família.
O professor do AEE poderá colaborar com a reflexão a cerca do atendimento ao aluno com deficiência, mas, sobretudo sobre a importância e a diferença que a escola regular faz na vida e história da criança e sua família.
As discussões poderão ampliar a visão sobre a criança com deficiência suas necessidades e possibilidades para aprender com seus pares apesar de um diagnóstico que muitas vezes pouco diz do potencial do aluno para a aprender.
O estudo de caso é o ponto de partida para o AEE e, portanto deve ser realizado de forma séria e rigorosa buscando somar outros olhares e observações sobre o mesmo aluno e em diferentes situações e contextos de aprendizagem.
No estudo de caso o professor do AEE levanta informações sobre a história do aluno, sobre seu percurso escolar e acompanhamentos médicos e clínicos.
O foco principal do estudo de caso deve ser identificar as dificuldades do aluno, mas, sobretudo as suas possibilidades apontando o que o aluno sabe, seus interesses e como poderá aprender com seus pares e/ou no AEE na SRM.
É de fundamental importância que o estudo de caso indique de forma fundamentada se de fato o aluno será beneficiado pelo AEE, ou seja, se é aluno público alvo da Educação Especial.
O plano do AEE sustentará o trabalho que será desenvolvido pautando os objetivos, as estratégias a serem adotadas, os recursos selecionados adequados a necessidade do aluno e que serão facilitadores para a aprendizagem.
Além disso, o plano será norteador da prática pedagógica especializada, pois indicará onde o aluno está  no seu processo de aprendizagem e onde poderá chegar.
No plano também deverá ser indicada a necessidade de ação multidisciplinar entre os profissionais da escola e/ou extra escola, além da ação junto à família.A freqüência, tempo e composição (grupo ou individual) do atendimento também deverão ser indicados no plano, pois esta organização deverá sustentar o planejamento proposto para o aluno. 

23 de maio de 2013

Vídeos sobre internet

Assisti todos os vídeos, porém escolhi o " Help Desk na Idade Média" e "Did You Know 2.0" para comentar. 
O primeiro mostra como uma nova e mais compacta forma de registro causa muitas dúvidas e desafios em qualquer tempo. Aponta a importância da apresentação, mediação e de certa forma do convencimento sobre a importância e eficiência do recurso para que seja experimentado e não colocado de lado, como algo que dificilmente poderia ser "domado". 
Insistir para conhecer e conhecer o que pode ser aprendido. 
O vídeo "Did You Know 2.0" mostrou a velocidade das descobertas tecnológicas e a rapidez que estas alcançam milhões de pessoas em todo o mundo. 
Concluo que nos dias de hoje, não há como conceber o acesso a informação sem a interatividade que a tecnologia proporciona. 
Só ler não é o bastante. É importante ( e para as novas gerações, vital ) ler mas também, ver, interagir, ouvir e interferir e, se possível, fazer tudo isso ao mesmo tempo. 
Acessar várias informações simultaneamente favorece uma busca mais completa e também mais complexa pois os dados se inter relacionam.
• Help Desk na Idade Média 
• Did You Know 2.0

A Rede Saci

A Rede Saci é um projeto desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) e faz parte do programa "USP LEGAL". O site oferece: informações sobre tecnologias acessíveis; variedade de publicações sobre direitos da pessoa com deficiência; notícias atualizadas; boletins; links interessantes e correlatos ao tema; informação sobre programas acessíveis; agenda sobre eventos, cursos e muito mais. O site é organizado, sem poluição visual e com recursos de acessibilidade permitindo que a busca também seja realizada pelas pessoas com deficiência de forma autônoma, assertiva e ágil. O menu traz opções de conteúdos sobre: educação; trabalho; acessibilidade e deficiência. As informações estão sempre atualizadas com referências
que apontam a credibilidade do site. Vale a pena conhecer e sempre que necessário consultar!
http://saci.org.br/

21 de maio de 2013

Abrindo Caminhos

Este é o terceiro curso em EAD que realizo, porém enfrentei um impasse para decidir fazer o primeiro.
“Perguntava-me:-” Como debater, escutar, ponderar, socializar experiências e dialogar sem estar próxima do professor e colegas?” 
Questionava a qualidade do estudo bem como a da construção coletiva do conhecimento sem estar em grupo; no lado a lado e interação com os colegas e professor. 
Ainda acredito que a proximidade seja fundamental quando pretendemos e nos lançamos na tarefa de aprender junto. 
O confronto de ideias e as divergências provocadas no calor das discussões promovem novos modos de pensar. 
Porém, após duas experiências passei a considerar a EAD como mais uma possibilidade de estudo.
Constatei que é possível aprender junto e a distância, pois o que vincula o estudo coletivo são o propósito e posicionamento individuais diante de uma mesma tarefa. 
A relação “ensinar e aprender” que se estabelece entre professor e aluno é possível desde que acha o compromisso mútuo, recíproco e consciente da tarefa a ser construída. 
A composição de aulas presenciais com aulas à distância parece que vem em um movimento constante, abrindo caminhos para aprimorar a universalização do ensino, além de mostrar o compromisso dos gestores para alcançar de forma consistente a qualidade na educação que se pretende. 
Para mim a maior questão que envolve a EAD, mas também qualquer outra forma de estudo é o rigor e a disciplina. 
Querer estudar requer uma boa dose de coragem para enfrentar as dificuldades que o “não saber” provoca e quando se trata do uso de tecnologia para “imigrantes digitais” o “não saber” é potencializado. 
Buscar conhecer a tecnologia é fundamental, porém só é possível aprender dedicando tempo para “xeretar” nos recursos e conhecer sua dimensão e a extensão das possibilidades que oferece. 
A educação à distância convoca para a autonomia na administração do tempo, aspecto estruturante para que o desafio a ser enfrentado tenha êxito e avance para a prática, portanto estabelecer dia(s) e horário(s) para ler, estudar e escrever é fundamental para o aprofundamento e advir da reflexão crítica e autoral. 

Silvéria em 28 de abril de 2013